19 maio 2017

interminável senda

Com o propósito de colmatar velhas lacunas e ignorâncias conscientes do universo literário português, do mais clássico ao mais contemporâneo, mantenho esforço de recuperação dessas incomensuráveis falhas. Objectivo ambicioso e, acima de tudo, demorado. Esta noite, e por sugestão da amiga Joana, o objectivo é resgatar o dinaussauro excelentíssimo José Cardoso Pires.

na feira do livro de Vinhais

Hoje à tarde, no auditório da Casa da Cultura (Solar dos Condes de Vinhais), apresentando o meu livro na Feira do Livro de Vinhais. Entre alunos do ensino básico, secundário e superior sénior, mais alguns amigos, é sempre um prazer regressar, estar e ficar na nossa terra. Em Vinhais estarei sempre em minha casa.
Com apresentação do amigo João Cristiano Cunha e a recepção de Roberto Afonso, amigo e Vereador da Cultura da C. M. de Vinhais, mais um momento feliz e simpático na existência deste apurriar de dez anos.
Ainda que escassos, ficam alguns dos momentos do evento...

(a sala minutos antes)

(João Cristiano Cunha, Roberto Afonso e Luís Vale)

 (apresentação do João incluiu a recolha de grande parte das capas dos meus livros...)

(aqui, numa fotografia com qualidade, roubada aqui)

15 maio 2017

avarias

Mesmo sabendo e compreendendo que os objectos, os utensílios, equipamentos e electrodomésticos, se desgastam e estragam, é sempre um stress quando um deles avaria cá por casa. Detesto tê-los avariados ou estragados e, por isso, procuro sempre solucionar logo esses, maiores ou menores, problemas. Este mês tem sido um fartote de avarias e não-funcionamentos aos quais tenho tentado dar resposta, até que ontem foi a vez da velha televisão dar um estouro, deixando a minha criança num sobressalto com o susto e por lhe interromper o importante jogo de futebol que estava a jogar na PlayStation, assim como a casa a cheirar a plástico queimado para o resto do dia. Solucionado o problema do jogo da criança, tenho agora que resolver o que fazer e estas palavras apenas acontecem porque estou indeciso no que fazer... Compro ou não uma TV nova para substituir esta?! Se morasse sozinho, não tinha qualquer dúvida e o espaço que esta peça de museu ocupa, daria lugar para aconchegar mais alguns livritos, mas como partilho a habitação com mais pessoas, será difícil convencê-los a não ter televisão. Ainda assim, vou tentar.

14 maio 2017

tarde bem passada

À volta de livros velhos e antigos, a abrir armários e arcas carregadas de livros e escritos de alguém que nunca conheci, mas que logo percebi ter sido um leitor compulsivo, atento e interessado, que gostava de passar as suas horas vagas em prolongadas leituras, assim como um cidadão interventivo na comunidade em que vivia e era a sua, através do associativismo e da escrita em jornais e revistas regionais. A convite de um casal amigo, numa busca sem objectivo específico, apenas na esperança de poder ser surpreendido a cada momento, em cada capa ou em cada encadernação. Beneficiando da generosidade desses amigos, trouxe comigo duas dúzias de livros antigos, dois deles dos finais do século XIX sobre Ciência e Religião, Vitorino Nemésio, David Mourão-Ferreira e uma colecção de seis volumes, muito bem encadernada, sobre lendas nacionais, entre outros. Tal como sempre acontece, é com alegria e satisfação que vou reforçando o meu acervo.

13 maio 2017

querer e não poder, talvez, não dever

Tal como tenho afirmado, aqui e ali, permaneço muito atento às etnografias nascentes que me vão acontecendo ao longo dos dias. Pequenos nadas, instantes fugidios, rostos e corpos desconhecidos, que teimam em me excitar os sentidos e que converto em material de trabalho, em material para exercícios pantomineiros, em alimento para este meu Apurriar.
O impulso para o registo e para a escrita desses momentos e dessas personagens, muitas vezes obstrói-me o discernimento e, às tantas, tudo e qualquer coisa seria passível de publicação, por exemplo, neste espaço. Acontece que, avisado pelo juízo, aquilo a que alguns chamam razão e outros de senso (o bom), tenho contemporizado a publicação de alguns textos, pelo menos durante o tempo necessário para os ler, reler e, depois, dar a alguém a ler para a devida censura.
Esta hesitação e este melindre derrotam-me, retirando-me parte substancial do entusiasmo e da motivação para essa escrita, que se quer sempre atenta, espontânea e pungente. A verdade é que ao olhar para a "gaveta" [elemento estranho; vivo rodeado de prateleiras, suportes, apoios e armários; não há gavetas na minha vida] o monte de textos não publicados, ou melhor, não publicáveis, vai aumentando. Um destes dias vou olhar para eles com mais atenção. Relê-los e reescrevê-los de forma a os resgatar para uma qualquer forma de existência condigna. A ver vamos.

a propósito de Fátima, 13 de Maio, pastorinhos, azinheiras e afins

Com a exclusividade mediática conseguida, nos últimos dias, por esta visita do Papa Francisco a Fátima, veio-me à memória o primeiro momento em que tive conhecimento deste fenómeno. Foi enquanto criança, filho de bons cristãos e católicos praticantes, ao frequentar a catequese que ouvi, pela primeira vez, falar de uns pastorinhos a quem Nossa Senhora terá aparecido no cimo de uma Azinheira. Não devo ter percebido muito bem a história, mas recordo alguma estranheza pelos factos contados, pois eu também tinha primas e primos que eram pastores e eu próprio, nas férias, também ia com eles a pastorear os animais pelo monte, e nem por isso, alguma vez, tivéramos a visita de tal entidade...
O certo é que, por esses dias, depois de chegar a casa, comentei com o meu pai e, intrigado, quis conhecer a história dessas crianças. Pedi-lhe um livro sobre o assunto e, passados não muitos dias, recebi este livro que li com curiosidade e com expectativa de poder "compreender o mundo". Guardei-o e ainda hoje faz parte do meu acervo, sendo um dos meus primeiros livros. No seu frontispício escrevi apenas "Madalena" (localidade onde à época vivíamos), o que indica que está nas minhas mãos há mais de trinta anos. No canto superior direito, a lápis, a indicação do preço de 3$50.

12 maio 2017

pela primeira vez num festival literário



Aqui está o programa, em versão final, do III Festival Literário de Bragança. A minha vez será na tarde de dia 2 de Junho. Até lá.

09 maio 2017

a quem interessar...


Apareçam no Solar dos Condes de Vinhais. Eu vou lá estar.

08 maio 2017

LER da Primavera


Aí está mais um número da LER. Com vários atractivos e motivos para ser consumida nos próximos dias. Destaco, desde já, um dos manifestos de Francisco José Viegas, pela sua pertinência e objectividade...

03 maio 2017

apurriar em Vinhais

No próximo dia 19 de Maio estarei em Vinhais a apresentar o "Apurriar (2007-2017)", na Feira do Livro de Vinhais. O livro será apresentado pelo ilustre e amigo João Cristiano Cunha. Até lá.

30 abril 2017

mediascape: tolerâncias

Tem sido notícia a putativa tolerância de ponto para a função pública que o Governo se prepara para anunciar paro o próximo dia 12 de Maio, a propósito da visita do Papa Francisco ao Santuário de Fátima. Apesar de céptico relativamente ao fenómeno de Fátima e o considerar um mega-empreendimento do qual a Igreja Católica nunca conseguiu, nem nunca pretendeu, afastar-se, nada me opõe à crença e à devoção popular que aí se manifesta. Outra coisa é o Estado, que é constitucionalmente laico, e assim se deve manter, promover e incentivar os cidadãos a um qualquer culto ou fenómeno religioso. Claro que se percebem todas as motivações e intenções de António Costa ao conceder tal tolerância de ponto: populismo e eleitoralismo claros e evidentes. Nada contra a fé e a devoção de cada uma das pessoas que irão a Fátima por esses dias, mas tudo contra a tolerância de ponto para parte da população portuguesa que, como é óbvio, não irá a Fátima, mas sim usufruirá de mais um dia de férias e descanso ao sol ou à sombra. Não havia necessidade.

29 abril 2017

muito bom


Ofereceram este livro à Andreia no seu último aniversário e tem estado esquecido na estante, sem ser lido por ninguém. Até ontem, pois no momento em que reunia aquilo que queria trazer para o pequeno retiro de três dias por terras de Vinhais, lembrei-me de o trazer para as horas destes dias. Assim foi, hoje de manhã iniciei a sua leitura e agora, depois de almoço, terminei-o. Apenas posso dizer que gostei muito e que, mal o comecei a ler, percebi porque razão Agualusa é um escritor grande, reconhecido e premiado. Muito bom mesmo. Não deixem de ler.